terça-feira, 5 de julho de 2011

Me esqueça sim.

Como o livro em meio ao fim;
Derrame suas palavras no ar;
mas nunca deixe de me amar.

Me deixe sim...

Como as rosas murchas do jardim;
Que um dia prometeram voltar;
Mas nunca deixe de me amar.


E Pra não sofrer;
Pra não chorar;
Pra não sentir;

Me deixe sim...


Não há mais nada pra dizer.
As palavras se cansaram de falar;
E eu não posso mais mentir.

Me deixe sim...

Pra não sofrer;
Pra não chorar;
Pra não sentir.

Me deixe sim...

Mas só até a hora de voltar;
Mas só até a hora de falar;
Que ao meu lado;
para sempre você vai ficar.

Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na música de Arnaldo Antunes.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

O seu olhar

Pintado lá fora;
se esconde no meu;
Onde a brasa mora;
E devora o breu.

O seu olhar...

Desmancha na porta;
Que ninguém bateu;
Onde a brasa mora;
E devora o breu.

O seu olhar...


Recorda agora;
O que é meu.
Onde a casa mora;
E devora o breu.

O seu olhar...

Viaja lá fora;
no que não se esqueceu.
Onde a casa mora;
E devora o breu.

O seu olhar;
Seu olhar;
Melhora;
Melhora o meu.


Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na música de Ceumar

domingo, 3 de julho de 2011

Nalgum lugar

Teus olhos tem o seu silêncio;
Teus braços caminham com o vento;
Teus traços tracejam meu alento;
Em busca de teu tempo.


Nalgum lugar...


Há coisas que me encerram;
Ou que eu não ouço tocar.
Há coisas que se perguntam;
E que me fazem sonhar.

Nalgum lugar...

Me abres sempre pétala por pétala;
Como nuvem que desmancha no ar.
Enquanto meus olhos;
Almejam levemente te encontrar.
Teus abraços me esperam acordado.


Nalgum lugar...


E embora eu tenha me fechado como dedos;
Tu desfaz o nó de todos os meus segredos.
Tu afugentas a dor de meus medos.


Nalgum lugar...
Nalgum lugar...

Cada vez que respirar;
Em meus sonhos;
E em teu tempo;
Eu irei te encontrar.


Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na música de Zeca Baleiro.



quinta-feira, 30 de junho de 2011

Durma, medo meu.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Assim como a lua em plena partida;

Durma na manhã que me acorda;

Durma na saudade que recorda.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Entoe a face de tua larga despedida;

Durma no segundo que amanhece;

Durma na saudade que não esquece.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Assim como a tão larga estreita avenida.

Durma na tristeza que não me abastece.

Durma na alegria que te tece.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Assim como a estrela jamais esquecida;

Durma na ausência que te doeu.

Durma no sentimento que não morreu;

E durma no coração que jamais o esqueceu.


Escrito por: Denise Mendes
Baseada na música do teatro Mágico.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Recriando poetas.

Escrevo cartas para quem não vejo,
o silêncio dos anjos aos quais eu beijo.
Quero encontrar minha alma perdida.

Me faço e desfaço em palavras pequenas.
Ignoraveis formações verbais do que não sinto,
Mas, ao qual acredito piamente.

A mente acha que controla o que escrevo,
Enquanto o que escrevo acredita que controla o tempo
E o tempo acredita controlar-me.

Em um jogo de gato e rato.
Cada rato quer ser o gato e esse não acredita ser fragil
Por estar no topo não vê suas fragilidades.

Minhas palavras recriam e recreiam
Em seu joguete matinal de temores e ilusões,
Meu tempo se esvai em construções de palavras.
Palavras não me controlam mas, me fazem poeta.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fogo.

O fogo queima em silencio... Nem sempre.
As vezes crepita e estala, é como um amor. acho que por isso a palavra é sempre usada em poesias e textos de amor.
"O amor é fogo que arde sem se ver" escrito por Camões em um de seus sonetos ainda inspira muitos amores.

O fogo machuca e ao mesmo tempo em sua magnitude prende nossa visão. O fogo dança parado no mesmo lugar, ele cria uma musica suave e ao mesmo tempo tão forte, inspirador e velos ele nos toma para ele.

O fogo é algo que necessitamos para sobreviver, afinal como cozinharíamos sem o fogo? De fogo é preciso também para se moldar formas em uma forjaria, e para se dar o acabamento em muitas obras primas.

O calor nos faz bem (mesmo eu preferindo o frio) afinal quem nunca aproveitou a praia em um dia de céu azul sem nuvem alguma. O calor de outro corpo nos atrai, como é bom se ter alguém ao teu lado... Será que é desse calor que todos criam a imagem do fogo? a imagem do amor queimando? Como eu gostaria de saber a resposta.

Dança em nossa visão e aquece nossos corpos, nos traz inspiração e nos rouba a atenção. É vilão e mocinho é apenas algo sem procedente é apenas o "fogo"

O Fogo já foi cantado, já foi escrito, recitado, interpretado e concebido. Canções como "Fogo" do Capital inicial são muito conhecidas, e por falar nela para terminar essa singela homenagem aquele que aquece nossa vida deixo a vocês essa bela musica.

segunda-feira, 14 de março de 2011

São apenas palavras.


Não tape os ouvidos. Não finja que não escutou. Elas estão suspirando no rodapé da porta. Até quando você vai deixá-las esperando? O vento está muito forte. Lá fora cai uma chuva. As folhas caem ao chão e dentro de nós está nevando.

Até quando você vai fingir que não as escutou?

Elas estão tão cansadas. Por que você sempre as rejeita? Elas estão tão fracamente sem cor. E nessa sua procura você parece tão triste e o seu rancor é água de chuva que em meio a ausência se encontra perdido ao chão.
Eu sei que é difícil. Nunca falei que seria fácil.
Será que você não percebe que tudo isso foi escrito para você.
Será que você não percebe que essas tão empoeiradas palavras querem o berço de sua atenção.

Não se esconda na sombra do que digo, meu caro amigo apaixonado. Há um mundo em sua volta. Então acredite e tenha esperança, pois neste mundo o instante ressoa uma melodia de amor que apenas irá se concretizar no tempo certo e quando no seu semblante você entender que nos seus lábios as oportunidades não podem ser apenas palavras.

Escrito por: Denise Mendes.