quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Na madrugada de meus versos.

O Cheiro;
do teu nome;
Bateu em minha varanda.

Escorregou em meus sapatos;
Caminhou sobre meus olhos;

E enquanto eu sentia
o vento córrego;
Passando no lívido;
instante.

A aurora amanheceu;
As borboletas;
As rosas;
Os pássaros;
As pétalas;
Caminharam.

E Ao redor;
Do macio;
Aconchegante;
Leve;
Minuto;

A primavera
nasceu;
E esparramou;
Esparramou;
O teu perfume;
sobre as flores.



Escrito por: Denise Mendes.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Amor rima com dor.

Rima com flor;
E rima com o poema;
Que vou lhe dizer;

Rima com abraço;
Com espera;
Com saudade;
e com a certeza;
De que um dia;
a gente vai se ver;

O amor rima;
Não porque quer rimar;

O amor rima;
Porque eu insisto;
Porque eu insisto;
Em te amar.




Escrito por: Denise Mendes.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

As disparatadas de um apaixonado.

Não cabem numa xícara de café;
Não cabem em palavras amassadas;
E nem mesmo na maré;

As disparatadas de um apaixonado;
Não em cabem em versos de dor;
Não cabem em trocadilhos avermelhados;
E nem mesmo numa flor.

As disparatadas de um apaixonado;
Não cabem no portão da escada;
Não cabem num poema;
Não cabem na noite passada;

Elas só cabem...
Elas só cabem...
Nos olhos;
do meu amor.

Escrito por: Denise Mendes.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Essa é pra você

Que anda descalço;
No chão de areia.

Essa é pra você.
É pra você.

Que gosta de sorvete;
Em dias ensolarados.

É pra você;

Que por cinema;
E por música;
É apaixonado.

É pra você;

Que gosta do cheiro;
Da grama molhada.

É pra você.

Que gosta;
Das nuvens acizentadas;

É pra você;

Que rodopia;
Com o vento.

É pra você.

Que gosta de brincar;
Que gosta de cozinhar;
Que gosta de amar;
Que gosta de abraçar;
Mas principalmente;
Principalmente;

Essa é pra você;
É pra você;

Que sonha;
Que ama;
E que gosta de viver.
                                                                               

















Escrito por: Denise Mendes.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Meu amor

Vou lhe dizer;
Quero você.

Com a pureza;
Do querubim;
E Como a bela rosa;
Do imenso jardim;

Vou lhe dizer;
Quero você.


Com a pureza do criador;
Com a lua em pleno vigor;

Vou lhe dizer;
Quero você;

Com a doce espera;
Que nos meus olhos;
Faz reinar;
E Com a certeza;
De que no teu tempo;
Vou te encontrar;

Vou lhe dizer;
Quero você;
Quero você;


Com a alegria;
De um pássaro;
Em busca;
De outro verão;

Vou lhe dizer;
Quero você.

Ainda que teu nome;
Seja um segredo;
Que o meu coração;
Faz desconhecer.

Vou lhe dizer...

Meu amor;
Eu quero você.


Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na Música de Flávio Venturini.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Me esqueça sim.

Como o livro em meio ao fim;
Derrame suas palavras no ar;
mas nunca deixe de me amar.

Me deixe sim...

Como as rosas murchas do jardim;
Que um dia prometeram voltar;
Mas nunca deixe de me amar.


E Pra não sofrer;
Pra não chorar;
Pra não sentir;

Me deixe sim...


Não há mais nada pra dizer.
As palavras se cansaram de falar;
E eu não posso mais mentir.

Me deixe sim...

Pra não sofrer;
Pra não chorar;
Pra não sentir.

Me deixe sim...

Mas só até a hora de voltar;
Mas só até a hora de falar;
Que ao meu lado;
para sempre você vai ficar.

Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na música de Arnaldo Antunes.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

O seu olhar

Pintado lá fora;
se esconde no meu;
Onde a brasa mora;
E devora o breu.

O seu olhar...

Desmancha na porta;
Que ninguém bateu;
Onde a brasa mora;
E devora o breu.

O seu olhar...


Recorda agora;
O que é meu.
Onde a casa mora;
E devora o breu.

O seu olhar...

Viaja lá fora;
no que não se esqueceu.
Onde a casa mora;
E devora o breu.

O seu olhar;
Seu olhar;
Melhora;
Melhora o meu.


Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na música de Ceumar

domingo, 3 de julho de 2011

Nalgum lugar

Teus olhos tem o seu silêncio;
Teus braços caminham com o vento;
Teus traços tracejam meu alento;
Em busca de teu tempo.


Nalgum lugar...


Há coisas que me encerram;
Ou que eu não ouço tocar.
Há coisas que se perguntam;
E que me fazem sonhar.

Nalgum lugar...

Me abres sempre pétala por pétala;
Como nuvem que desmancha no ar.
Enquanto meus olhos;
Almejam levemente te encontrar.
Teus abraços me esperam acordado.


Nalgum lugar...


E embora eu tenha me fechado como dedos;
Tu desfaz o nó de todos os meus segredos.
Tu afugentas a dor de meus medos.


Nalgum lugar...
Nalgum lugar...

Cada vez que respirar;
Em meus sonhos;
E em teu tempo;
Eu irei te encontrar.


Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na música de Zeca Baleiro.



quinta-feira, 30 de junho de 2011

Durma, medo meu.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Assim como a lua em plena partida;

Durma na manhã que me acorda;

Durma na saudade que recorda.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Entoe a face de tua larga despedida;

Durma no segundo que amanhece;

Durma na saudade que não esquece.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Assim como a tão larga estreita avenida.

Durma na tristeza que não me abastece.

Durma na alegria que te tece.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Assim como a estrela jamais esquecida;

Durma na ausência que te doeu.

Durma no sentimento que não morreu;

E durma no coração que jamais o esqueceu.


Escrito por: Denise Mendes
Baseada na música do teatro Mágico.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Recriando poetas.

Escrevo cartas para quem não vejo,
o silêncio dos anjos aos quais eu beijo.
Quero encontrar minha alma perdida.

Me faço e desfaço em palavras pequenas.
Ignoraveis formações verbais do que não sinto,
Mas, ao qual acredito piamente.

A mente acha que controla o que escrevo,
Enquanto o que escrevo acredita que controla o tempo
E o tempo acredita controlar-me.

Em um jogo de gato e rato.
Cada rato quer ser o gato e esse não acredita ser fragil
Por estar no topo não vê suas fragilidades.

Minhas palavras recriam e recreiam
Em seu joguete matinal de temores e ilusões,
Meu tempo se esvai em construções de palavras.
Palavras não me controlam mas, me fazem poeta.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fogo.

O fogo queima em silencio... Nem sempre.
As vezes crepita e estala, é como um amor. acho que por isso a palavra é sempre usada em poesias e textos de amor.
"O amor é fogo que arde sem se ver" escrito por Camões em um de seus sonetos ainda inspira muitos amores.

O fogo machuca e ao mesmo tempo em sua magnitude prende nossa visão. O fogo dança parado no mesmo lugar, ele cria uma musica suave e ao mesmo tempo tão forte, inspirador e velos ele nos toma para ele.

O fogo é algo que necessitamos para sobreviver, afinal como cozinharíamos sem o fogo? De fogo é preciso também para se moldar formas em uma forjaria, e para se dar o acabamento em muitas obras primas.

O calor nos faz bem (mesmo eu preferindo o frio) afinal quem nunca aproveitou a praia em um dia de céu azul sem nuvem alguma. O calor de outro corpo nos atrai, como é bom se ter alguém ao teu lado... Será que é desse calor que todos criam a imagem do fogo? a imagem do amor queimando? Como eu gostaria de saber a resposta.

Dança em nossa visão e aquece nossos corpos, nos traz inspiração e nos rouba a atenção. É vilão e mocinho é apenas algo sem procedente é apenas o "fogo"

O Fogo já foi cantado, já foi escrito, recitado, interpretado e concebido. Canções como "Fogo" do Capital inicial são muito conhecidas, e por falar nela para terminar essa singela homenagem aquele que aquece nossa vida deixo a vocês essa bela musica.

segunda-feira, 14 de março de 2011

São apenas palavras.


Não tape os ouvidos. Não finja que não escutou. Elas estão suspirando no rodapé da porta. Até quando você vai deixá-las esperando? O vento está muito forte. Lá fora cai uma chuva. As folhas caem ao chão e dentro de nós está nevando.

Até quando você vai fingir que não as escutou?

Elas estão tão cansadas. Por que você sempre as rejeita? Elas estão tão fracamente sem cor. E nessa sua procura você parece tão triste e o seu rancor é água de chuva que em meio a ausência se encontra perdido ao chão.
Eu sei que é difícil. Nunca falei que seria fácil.
Será que você não percebe que tudo isso foi escrito para você.
Será que você não percebe que essas tão empoeiradas palavras querem o berço de sua atenção.

Não se esconda na sombra do que digo, meu caro amigo apaixonado. Há um mundo em sua volta. Então acredite e tenha esperança, pois neste mundo o instante ressoa uma melodia de amor que apenas irá se concretizar no tempo certo e quando no seu semblante você entender que nos seus lábios as oportunidades não podem ser apenas palavras.

Escrito por: Denise Mendes.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Final feliz, existe?

Pode ser num momento de dúvida. Num momento de solidão. Num momento pensativo. Numa madrugada. Numa janela. Numa lembrança. Que nós finitos amantes platônicos buscamos uma resposta. E as vezes a reposta é a dor de não compreender o que passou.

E, as vezes, não há remédio para dor, se não o entendimento e a nossa capacidade de perceber que tudo passa. Quero dizer, meu caro, não adianta ficar se culpando ou suspirando nas palavras que já se foram. O negócio é recomeçar. Parar de viver nas sombras. Nas mágoas. Nas culpas. Nos sorrisos amarelados que já se enferrujaram. E entender a importância desse recomeço em nós.

Ademais, meu caro romântico, amar é arriscar. É abraçar um sorriso na despedida. É beijar os olhos de mansinho. É pronunciar palavras de carinho mesmo no silêncio. É parar de arranjar desculpas. É ficar do lado. É querer está perto. É cuidar e deixar acontecer, no tempo certo, aquilo que muitos já desistiram.



Escrito por: Denise Mendes.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Musica pessoal [3] the corrs, What Can I Do



What Can I Do 
The Corrs.

 

I haven't slept at all in days
It's been so long since we have talked
And I have been here many times
I just don't know what i'm doing wrong

What can I do to make you love me
What can I do to make you care
What can I say to make you feel this
What can I do to get you there

There's only so much I can take
And i just got to let it go
And who knows I might feel better
If I don't try and I don't hope


No more waiting, no more aching,
No more fighting, no more trying...

Maybe there's nothing more to say
And in a funny way I'm calm
Because the power is not mine
I'm just gonna let it fly


Love me.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Relembrando a noite.


Estou tateando o silencio,
Procurando sinais de sua existência.
Se foi sonho, desejo não mais acordar.

Caminho nos tijolos dourados de seus cabelos,
Escondo-me nos castanhos de teus olhos,
E procuro-me em teus lábios.

Estou perdido em um romance
Invisível e impossível,
Nada mais que um pensar.

Talvez um pesar?
Sem saber se devo acordar já acordado
Esperando conselhos sábios.

Caminho de volta ao ponto zero,
Aonde começou esse devaneio.
Esperando respostas sem perguntas.

Esperando palavras de uma criança.

Mau Souza (20/02/2011)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Eu te amo.

Todo mundo já ouviu. E quem não ouve quer ouvir. Porque essas palavras mexem com a nossa alma. E nos desafiam a vivenciar aquilo que não entendemos. Mas que querermos entender. Contudo, meu caro amigo curioso, é como eu sempre digo, amar não é só dizer eu te amo. É preciso muito mais. É um sentimento que tem ser aprendido. Que tem que ser cultivado e vivido. Porque amar é se entregar nos olhos e residir em outra alma no momento chamado sempre. E isso não é uma coisa que se aprende de uma hora para outra.


Por isso, meu caro apaixonado. Tenha cuidado antes dizer: ''Eu te amo'' . Porque a palavra amor não é como as pessoas querem que você pense, pelo contrário, é algo forte que tem ser tratado com muito carinho e respeito. E ademais, amar é arte de conviver, de conhecer, de descobrir e de sentir profundamente no seu eu interior todos os infinitos motivos que te fazem querer amar essa pessoa, mesmo estando perto ou muito longe.



E além disso meu caro aventureiro. O amor exige também uma alta dose de carinho em cada toque e cada gesto. E uma grande injeção de cuidados diários. Que precisam ser renovados em cada finito instante. Por isso não oculte essa verdade de dentro de você. Pare de brincar. Jogue fora essa mentira que lhe disseram. Que o amor não existe mais. E saia de seu abrigo. E ouça bem. Porque o amor pode está batendo a sua porta. E tudo que ele mais quer é uma oportunidade.


Escrito por: Denise Mendes.


Beleza invisivel

Não sei se já reparou como a beleza sutil passa despercebida ao olhar leigo. Quando estamos a caminho do trabalho ou da faculdade, não reparamos no que é belo.
Isso é algo que estive observando nos apaixonados e bobos. Esses, mesmo que ausentes do mundo real reparam na beleza que passam despercebidas no dia-a-dia dos apressados e céticos amorosos.
Observar um apaixonado é uma tarefa fácil e as vezes até engraçada eu também fico assim quando gosto de alguém. Um apaixonado anda "pisando em ovos" lentamente, olhar longínquo, fica vermelho se indagado sobre o que pensa. Você já havia reparado nisso? Não? Acho que deveria reparar mais no que há a seu redor.

Não sou o unico curioso para desvendar os caminhos dos românticos.
Há muitos e muitos estudiosos voltados a essa arte, mas não vamos falar disso (Não agora!)

O que eu queria perguntar é: Por que não prestamos atenção ao belo sem estarmos motivados por um outro alguém?

Uma alvorada laranja, uma lua que se nega a ir embora mesmo sendo de dia, um céu sem nuvens... Quantas coisas belas nos passam despercebido?

*suspiro*

Veja o mundo e não só o olhe, quem sabe assim não veja a beleza nostálgica e a felicidade que tanto procura.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Chorando poesias

Rasgo a pele de meus olhos
Deixo escorrer deles
As palavras guardadas em minha mente
Tateando com as mãos enquanto jorram

Chorando cenas que nunca aconteceram
Palavras grudentas
De amores e ínfima solidão
Jogadas pelo chão

Empilho de qualquer jeito palavras
Que ferem meu punho
Machucando meu passado, ferindo um futuro
Sem nenhuma aversão

Me consideram poeta de tempos
Mas não sabem
Que empilhar as palavras
Sempre e sempre me ferirão

Meus pulsos cortados pela dor
O prazer, e o amor
Um suicídio e uma vitória
De olhos rasgados e sem visão

Pego minhas ultimas palavras
Agora sem sentimento
Ignorando dores passadas
Mas ainda assim um texto de  lamento.
Mau Souza ( 20/08/2010)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Musica pessoal [2]

 A Carta (Renato Russo e Erasmo Carlos)





Escrevo-te
Estas mal traçadas linhas
Meu amor!
Porque veio a saudade
Visitar meu coração
Espero que desculpes
Os meus erros por favor
Nas frases desta carta
Que é uma prova de afeição...

Talvez tu não a leias
Mas quem sabe até darás
Resposta imediata
Me chamando de:
"Meu Bem"
Porém o que importa
É confessar-te uma vez mais
Não sei amar na vida
Mais ninguém...

Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida côr-de-rosa
Que eu sonhava
E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver
Um ano sem te amar...

Ao me apaixonar por ti
Não reparei
Que tu tivestes
Só entusiasmo
E para terminar
Amor assinarei
Do sempre, sempre teu...

Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida côr-de-rosa
Que eu sonhava
E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver
Um ano sem te amar...

Ao me apaixonar por ti
Não reparei
Que tu tivestes
Só entusiasmo
E para terminar
Amor assinarei
Do sempre, sempre teu...
Escrevo-te estas
Maltraçadas linhas
Porque veio a saudade
Visitar meu coração...

Escrevo-te estas
Maltraçadas linhas
Espero que desculpe
Os meu erros, por favor!
Meu Amor! Meu Amor!



Amores são regidos por musicas, textos e filmes. Alguns em especial nos fazem suspirar e imaginar um amor como aquele.
Essa sublime musica de Renato Russo e Erasmo Carlos, me faz pensar em como seria viver tal sentimento, escrever uma carta e quebrar a frieza do email. Ou até mesmo entregar tal texto pessoalmente e quem sabe receber "Resposta imediata me chamando de: 'Meu Bem' ".
Uma carta de amor, uma musica de amor. Um sonho.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Amar é sentir.

Procuramos em palavras,canções ,poesias, contudo não existe definições para explicar este sentimento chamado amor. Quem ama sabe. E quem ainda não ama deveria saber. Que tudo se define a uma única atitude. Talvez uma atitude impensada, a princípio, mas ainda sim uma ação sublime que muitos ainda desconhecem.


E para você , meu caro forasteiro amante de aventuras, eu lhe dou um conselho. Liberte-se. Solte-se para o desconhecido. Voe contra aquilo que você teme. Arrisque seus passos. Construa novas pontes. Faça um novo caminho. E torne esta direção um caminho para estrada do amor.


Talvez você esteja machucado. Talvez você precise de tempo. Talvez assim como eu você nunca tenha amado de verdade. Entretanto, acredite. A hora é agora. Pois é como Fróid dizia: ''Não existem acidentes ''. A porta está aberta. Não fique parado. Faça a escolha certa. Não se esconda atrás de pretextos. Pare de escutar o que os outros querem. Escute sua alma. E ame. Porque amar é sentir .



Sonho embriagado.


"Já faz tempo?"
ele se pega pensando "quando foi exatamente?" ela não se lembra, não se lembra nem exatamente sua idade e nome a muito não tem.
Sentado na calçada imunda de uma cidade interiorana de São paulo, um bêbado se esvazia podre e infiel, sabia a tempos atrás trechos da bíblia mas essa nunca o salvara exatamente, ele era belo e romântico hoje é feio e cético.
Ele caíra em desgraça ao amar alguém, e hoje ele a vê todos os dias mas ela nem ao menos o cumprimenta "será que ela se lembra de mim?" ele escrevera tantas poesias lindas e textos românticos para ela, ela nem ao menos se importava com tal beleza de vocábulo, hoje descrente ele apodrece apenas para poder vê-la feliz.
Um Homem que não crê reza e pede para que Deus o abençoe com um olhar que seja, com um sorriso, com uma moeda que venha dela.
Um Homem embriagado bate a tua porta e você nem ao menos lhe da créditos ele não está Louco por querer, a solidão, o medo ... tantas coisas o feriram antigamente hoje o que lhe aflige é a falta de alguém que possa lhe ouvir, um Senhor bem arrumado atende a porta e o olha com nojo.
-Senhor me de um minuto?
-Me desculpe estou ocupado- o Senhor responde ríspido
-Apenas fique com isso ... é minha ultima obra ...- continua o bêbado enquanto entrega ao homem uma carta que surpreso pela sua aparência o Senhor pega, um envelope branco, limpo, selado com uma águia em seu centro.-Leia se assim desejar, mas acima de tudo diga a ela que ainda a amo.
-Dizer a quem?- Pergunta o Senhor meio que constrangido por ter pego o envelope.
- O Senhor saberá
O Homem cambaleante sai deixando o Senhor perplexo, aquele Senhor já havia visto aquele Homem antes ele sempre ficará a dormir na esquina de sua casa e toda manhã mesmo que esse senhor não o cumprimenta-se, ele sempre o cumprimentara.
O Homem entra e lê na carta há o nome de sua filha ele fica ainda mais surpreso e confuso "como aquele Homem sabe o nome de minha filha?" ele se pergunta, e logo abre a carta.

dentro há um endereço e uma chave, o Senhor sem saber o que fazer sai a rua e vê o Homem embriagado caido a alguns metros de sua casa ele vai até esse homem percebendo seus olhos abertos e sua boca roxa, o Senhor pega o celular e liga para uma ambulância e relata o estado da pessoa em sua frente.
minutos após, a ambulância chega e relata que aquele homem está morto e em suas mãos estava uma foto que é entregue ao senhor que não reconhece ninguém na foto.
O senhor sem saber o que fazer vai até sua casa já é noite e sua filha ali está a algum tempo, ele senta sem conseguir esconder os olhos vermelhos e a expressão confusa, ao ser indagado sobre sua aparência confusa ele diz a sua filha o que houve e lhe entrega a carta, ela é uma bela mulher morena, está sempre bem vestida tem 30anos e é solteira.
Ela pega seu carro e acompanhada por seu pai vai até o endereço na carta citado ela chega a uma casa modesta e muito bonita, toca a campainha algumas vezes e ninguém atende logo é informada que não vive ninguém ali, apenas um Homem mau vestido as vezes vinha ali para limpa-la, ela pega a chave e entra.
Uma casa com mobilia antiga e acomchegante com um embrulho em cima da mesa da sala, no embrulho há seu nome e um "bem vinda em casa" ela pega o embrulho dentro há fotos suas de quando era mais jovem e havia fotos de um rapas que a amara naquela época e que ela nunca o dera o menor valor, em meio a todos os papeis e fotos haviam textos que ele havia feito para ela e até mesmo um pequeno livro que estava em seu nome com uma dedicatória para ela.

por fim uma carta:

"sei que já é tarde minha doença me matara em breve.
Justo quando consegui comprar uma casa para ti e para nossos filhos se algum dia você me aceita-se a teu lado, não fui bem sucedido em ama-la pelo menos comprei essa casa com meus esforços com a venda de meus livros, com meu trabalho de ajudante de pedreiro e até nunca mendiguei um centavo e disso me orgulho, mas já é tarde um escritor não vive apenas de livros e quando perdi as esperanças de te conquistar minha inspirarão se foi.
Lutei muito e agora pesso que aceite meus esforços e aceite essa casa como presente após minha morte ela será colocada em se nome espero que seja ela te ajude lembro que sempre fora independente e por isso se caso eu ainda estive-se vivo você jamais aceitaria tal presente.
Desculpe não ter lutado mais por ti, mas a muito sei de minha doença e não queria conquista-la e depois partir seria triste saber que você sofreria por minha causa e também, desculpe não estar sendo modesto achando que poderia te conquistar.

Saiba que aprendi a respeitar Deus mesmo sendo meio cético, afinal se não foi Deus quem me ajudou a conquistar o pouco que conquistei então que fora?

e ainda Te amo.

                                                     ass:Homem Bêbado Louco"

ela deixa cair algumas lágrimas sobre a carta e pede para Deus abençoar tal homem que realmente era Louco mas pelo menos lutou sua vida inteira pelo que achou certo.
 
Mau Souza (27/06/2009)


Texto antigo, muitos erros de pontuação. Um texto doentio, até aonde um amor pode levar alguém?
 
 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O meu monstro me visita.

Abro a porta com receio, sei que ele logo estará aqui. Entro de vagar, saco minha Colt e caminho em direção a cozinha em silêncio, o mais furtiva que consigo. Olho para a mesa e nada. Tudo quieto e calmo. Vou ao quarto e de volta a cozinha. Realmente não há nada com o que me preocupar.

Arranco meu sobretudo e o coloco sobre as costas de uma cadeira, guardo a arma e pego um copo d’água estou tremula e sei o por que, o medo me consome. Vou a sala e arranco os sapatos, jogo em qualquer lugar. No quarto pego roupas limpas. Um banho pode me acalmar.
Tomo um banho demorado e relaxante, o dia foi um tanto estressante no trabalho. Mas já estou em casa e não terei mais que matar um dragão, pelo menos não hoje. Saio do banho nua e vou até a cozinha, a casa está totalmente fechada e não há como me verem. Tenho o hobby estranho de ficar nua em casa, me sinto livre assim.
Chego a cozinha e o vejo!
Está sentado na cadeira na qual coloquei meu sobretudo, ele me olha atento. Encara meus olhos e não meus peitos. Seus olhos insanamente azuis me fazem desviar o olhar, ele termina de beber seu suco lentamente.
Se levanta e vem na minha direção, seus olhos correm dos meus até minhas mãos e só então percebo que mesmo pelada, ainda carrego minha arma. Eu a seguro tremendo e ele passa por mim, sua cicatriz no rosto está ainda mais feia. Acho que ele não deve ter se cuidado desde de então.
Ele passa por mim, vai a sala e pega o que deseja. Volta não me olha mais, sinto seu desprezo. Ele sai pela porta em minha frente ignorando o fato de que alguém poderia me ver assim. Ele sai e só então percebo que está chovendo.
Olho em cima da mesa e sua e vejo que ele deixou a SW prateada com detalhes dourados que dei de presente a ele, enrolado nela está um colar dourado que um dia carregou a aliança que ele se recusava a usar no dedo.
Fecho a porta e caio de joelhos no chão, é realmente impossível uma assassina viver com um detetive. Choro como a anos não chorava, sou mulher como a muito não sou. O meu mosntro pegou o que queria e partiu.

Mau Souza(28/11/2010 23:00)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nosso erro.

Um sorriso se parte,
enquanto ela parte
levando com sigo do meu coração,
uma parte.

Ela brinca com palavras
enquanto se afasta.
lembrando o que não acabou,
não acabou nas minhas palavras.

Discuto o que conversamos
falamos sobre a discução
indagmos sobre nossos erros
e uso o que diz contra você.

Meu erro, foi deixa-la ir.
Seu erro foi não me escutar,
Ligamos para o futil
e ignoramos o importante.

Amei sem medo,
Me feri por amar,
Me amou me conhecendo
Se afasta por me conhecer.

O que acaba hoje,
Foi o inicio que nem sei se existiu.
O que acabou, foi um sonho
Lindo e sutil.

Mau Souza

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ambições

Minhas ambições geram o que desejo. Ser um escritor, um operador de maquina, um médico ou o que quer que seja que você deseja ser, tudo depende de sua ambição.
Alguém que pensa de forma negativa, jamais terá algo grande. Se você achar seu amor impossível ela se tornará impossível.
Aqueles que conquistaram o que desejavam lutaram para isso, tentaram, sofreram e gastaram seu tempo nisso. O que você está esperando?
Não deixe para depois o que se pode começar hoje.

Algo ao qual eu não gosto nos românticos tímidos é saber que eles amam alguém e não vão a luta por medo, por vergonha.  "O apaixonado tímido, embaraçado em seu acanhamento é ridículo e chato" frase do livro A Analise do Amor. Isso é algo que eu concordo totalmente.
Se você fica se sentindo inútil e ignorável a pessoa não ira te dar importância e assim sendo, você não terá a coragem e a iniciativa de mudar esse angulo de visão que ela tem sobre ti.

Quantas vezes você já ouviu falar de pessoas que perderam a chance de estar ao lado da pessoa que ama, por que não tinha coragem de se declarar? Então alguém com mais iniciativa se aproxima e pronto, o seu amado está com outra pessoa.

Não digo para você ser um alguém cara-de-pau, mas estou dizendo para ter coragem. Desistir sem ao menos lutar é triste, enquanto morrer lutando é heroico.

Se quer algo, lute e conquiste. Pense nisso!

Aonde anda esse tal de sentimento?



Numa época onde a atualidade nos ensinou a comprar tudo com facilidade. Nos cabe a pergunta, sobre o paradeiro de nossas emoções. A capacidade de sentir é a arte de criar. Quero dizer não precisa ser um poeta, ou, até mesmo, um escritor renomado para usufruir deste tipo de criação. Todos nós possuímos a chave para a arte de amar, contudo tal sabedoria é como a chuva, que só permite a mudança naquele que si permite ser transformado.

Por isso, encontrar o nosso ponto sentimentalista, é encontrar a nossa loucura interna, ou seja encontrar aquilo que verdadeiramente somos, e, dessa forma desarmar nossos medos, nossas inseguranças, nossas ilusões. E permitir deste modo sútil a entrada daquilo que chamamos de amor.

Não é um caminho fácil. Pelo menos para a maioria de nós mortais. Afinal, vencer nossos obstáculos internos requer um ato de muita coragem para superar aquilo que se teme. E isso é uma questão de escolha que varia de acordo com a ideia e os valores de cada um.

Portanto, meus caros forasteiros, nesta estrada, em que muitos fogem durante a vida inteira. Eu espero que vocês tenham a real ousadia para largarem o cárcere da comodidade e se aventurarem, por fim, neste sentimento intenso que é denominado a arte de amar.


Escrito por: Denise Mendes.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Crianças brincam na chuva


Crianças brincam na chuva


O corpo pesa pelas roupas, a água lava o rosto como lagrimas, o silêncio é irrompido pelo tamborilar incessante ao tocar o chão. Os olhos ignoram a rua a lembrar de um passado presente, sem notar o caminho tortuoso que sua pernas traçam.
Foi uma pequena discussão que terminara como um grande fardo, ela não notara nele a sinceridade em teus olhos, ele não soubera explicar o que houve. Ela continuou e continuou a interrogá-lo sem ao menos se importar com o que ele sentiu. O desespero, a dor, o medo de perde-la. Ele a perdeu.
A noite terminou trágica para ele, mas um banho de chuva o conforta e ao mesmo tempo o esmaga. Sua roupa que cheirava a sangue pelo seu trabalho, agora deixava escorrer uma água avermelhada pelo caminho que ele traçava, sem se importar com isso ele continua a caminhar. Lembrando de cada pelava mordaz que ouvira.
Ele estava bêbado quando discutiu com o a mulher a quem ama, ela notara isso e proveitosa usou esse fato para descarregar nele suas aflições enquanto ele tentava se explicar. Cada gesto o feria ela não notava, o tom alto de sua voz o incomodava ela ignorava. Ele ergueu a mão para ela.
Um carro jogou o farol alto em seus olhos, ele se protegeu com as mãos. Por segundos se esquecera do que havia feito, mas logo voltou a menear a cabeça pesadamente como se houvesse algo a impulsioná-la para baixo. Suas mãos com luvas tateiam o colar que um dia ela o dera de presente.
 Sua mão foi posta no ombro dela que estremecera, ele a olhou nos olhos “me desculpe, mas acho que esse é o fim de um amor de anos” ela não esperava ouvir tais palavras, ela não esperava que ele respondesse algo que não fosse uma desculpa esfarrapada. Ele se vira e caminha em direção a porta de sua casa, mas que agora ficará para a mulher que ele ama, talvez tivesse outra escolha, talvez ele pudesse pensar melhor se não estivesse bêbado.
Um açougueiro caminha pelas ruas cinzentas de uma noite chuvosa, seu casaco cheira a sangue de animais, seu olhar se perde nas guias molhadas. Sua dor, seu orgulho, e seu jeito de poucas palavras o tirara algo muito importante. Ele jamais volta a atrás em algo que diz. Enquanto o seu peito anseia por silêncio, crianças brincam na chuva indiferentes aquele que por ali passa.




 

Crianças brincam na chuva


Chuto a água na guia.
Movimento meus olhos do passado para o presente,
Olho carros e casas.
Meu olhar frio, rosto vermelho, Alma doente.

Lembro de teu olhar,
De suas palavras mordazes
E de minhas condições.
Nada em contraste.

A culpa fora minha,
O silêncio de quem foi?
O medo único companheiro.
Meu amor que o orgulho sobrepôs

A chuva cai como lagrimas
Em uma rua que lembra minha face,
O cinza cimentado lembra minha frieza.
Que impediu que argumentasse.

Sei que a perdi.
E que nada mudara o peso em minhas luvas,
O presente de amor que carrego.
Sendo ignorado pelas crianças que brincam na chuva.