quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Chorando poesias

Rasgo a pele de meus olhos
Deixo escorrer deles
As palavras guardadas em minha mente
Tateando com as mãos enquanto jorram

Chorando cenas que nunca aconteceram
Palavras grudentas
De amores e ínfima solidão
Jogadas pelo chão

Empilho de qualquer jeito palavras
Que ferem meu punho
Machucando meu passado, ferindo um futuro
Sem nenhuma aversão

Me consideram poeta de tempos
Mas não sabem
Que empilhar as palavras
Sempre e sempre me ferirão

Meus pulsos cortados pela dor
O prazer, e o amor
Um suicídio e uma vitória
De olhos rasgados e sem visão

Pego minhas ultimas palavras
Agora sem sentimento
Ignorando dores passadas
Mas ainda assim um texto de  lamento.
Mau Souza ( 20/08/2010)

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