Pode ser num momento de dúvida. Num momento de solidão. Num momento pensativo. Numa madrugada. Numa janela. Numa lembrança. Que nós finitos amantes platônicos buscamos uma resposta. E as vezes a reposta é a dor de não compreender o que passou.
E, as vezes, não há remédio para dor, se não o entendimento e a nossa capacidade de perceber que tudo passa. Quero dizer, meu caro, não adianta ficar se culpando ou suspirando nas palavras que já se foram. O negócio é recomeçar. Parar de viver nas sombras. Nas mágoas. Nas culpas. Nos sorrisos amarelados que já se enferrujaram. E entender a importância desse recomeço em nós.
Ademais, meu caro romântico, amar é arriscar. É abraçar um sorriso na despedida. É beijar os olhos de mansinho. É pronunciar palavras de carinho mesmo no silêncio. É parar de arranjar desculpas. É ficar do lado. É querer está perto. É cuidar e deixar acontecer, no tempo certo, aquilo que muitos já desistiram.
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