quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Final feliz, existe?

Pode ser num momento de dúvida. Num momento de solidão. Num momento pensativo. Numa madrugada. Numa janela. Numa lembrança. Que nós finitos amantes platônicos buscamos uma resposta. E as vezes a reposta é a dor de não compreender o que passou.

E, as vezes, não há remédio para dor, se não o entendimento e a nossa capacidade de perceber que tudo passa. Quero dizer, meu caro, não adianta ficar se culpando ou suspirando nas palavras que já se foram. O negócio é recomeçar. Parar de viver nas sombras. Nas mágoas. Nas culpas. Nos sorrisos amarelados que já se enferrujaram. E entender a importância desse recomeço em nós.

Ademais, meu caro romântico, amar é arriscar. É abraçar um sorriso na despedida. É beijar os olhos de mansinho. É pronunciar palavras de carinho mesmo no silêncio. É parar de arranjar desculpas. É ficar do lado. É querer está perto. É cuidar e deixar acontecer, no tempo certo, aquilo que muitos já desistiram.



Escrito por: Denise Mendes.

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