quarta-feira, 20 de julho de 2011

Essa é pra você

Que anda descalço;
No chão de areia.

Essa é pra você.
É pra você.

Que gosta de sorvete;
Em dias ensolarados.

É pra você;

Que por cinema;
E por música;
É apaixonado.

É pra você;

Que gosta do cheiro;
Da grama molhada.

É pra você.

Que gosta;
Das nuvens acizentadas;

É pra você;

Que rodopia;
Com o vento.

É pra você.

Que gosta de brincar;
Que gosta de cozinhar;
Que gosta de amar;
Que gosta de abraçar;
Mas principalmente;
Principalmente;

Essa é pra você;
É pra você;

Que sonha;
Que ama;
E que gosta de viver.
                                                                               

















Escrito por: Denise Mendes.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Meu amor

Vou lhe dizer;
Quero você.

Com a pureza;
Do querubim;
E Como a bela rosa;
Do imenso jardim;

Vou lhe dizer;
Quero você.


Com a pureza do criador;
Com a lua em pleno vigor;

Vou lhe dizer;
Quero você;

Com a doce espera;
Que nos meus olhos;
Faz reinar;
E Com a certeza;
De que no teu tempo;
Vou te encontrar;

Vou lhe dizer;
Quero você;
Quero você;


Com a alegria;
De um pássaro;
Em busca;
De outro verão;

Vou lhe dizer;
Quero você.

Ainda que teu nome;
Seja um segredo;
Que o meu coração;
Faz desconhecer.

Vou lhe dizer...

Meu amor;
Eu quero você.


Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na Música de Flávio Venturini.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Me esqueça sim.

Como o livro em meio ao fim;
Derrame suas palavras no ar;
mas nunca deixe de me amar.

Me deixe sim...

Como as rosas murchas do jardim;
Que um dia prometeram voltar;
Mas nunca deixe de me amar.


E Pra não sofrer;
Pra não chorar;
Pra não sentir;

Me deixe sim...


Não há mais nada pra dizer.
As palavras se cansaram de falar;
E eu não posso mais mentir.

Me deixe sim...

Pra não sofrer;
Pra não chorar;
Pra não sentir.

Me deixe sim...

Mas só até a hora de voltar;
Mas só até a hora de falar;
Que ao meu lado;
para sempre você vai ficar.

Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na música de Arnaldo Antunes.


segunda-feira, 4 de julho de 2011

O seu olhar

Pintado lá fora;
se esconde no meu;
Onde a brasa mora;
E devora o breu.

O seu olhar...

Desmancha na porta;
Que ninguém bateu;
Onde a brasa mora;
E devora o breu.

O seu olhar...


Recorda agora;
O que é meu.
Onde a casa mora;
E devora o breu.

O seu olhar...

Viaja lá fora;
no que não se esqueceu.
Onde a casa mora;
E devora o breu.

O seu olhar;
Seu olhar;
Melhora;
Melhora o meu.


Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na música de Ceumar

domingo, 3 de julho de 2011

Nalgum lugar

Teus olhos tem o seu silêncio;
Teus braços caminham com o vento;
Teus traços tracejam meu alento;
Em busca de teu tempo.


Nalgum lugar...


Há coisas que me encerram;
Ou que eu não ouço tocar.
Há coisas que se perguntam;
E que me fazem sonhar.

Nalgum lugar...

Me abres sempre pétala por pétala;
Como nuvem que desmancha no ar.
Enquanto meus olhos;
Almejam levemente te encontrar.
Teus abraços me esperam acordado.


Nalgum lugar...


E embora eu tenha me fechado como dedos;
Tu desfaz o nó de todos os meus segredos.
Tu afugentas a dor de meus medos.


Nalgum lugar...
Nalgum lugar...

Cada vez que respirar;
Em meus sonhos;
E em teu tempo;
Eu irei te encontrar.


Escrito por: Denise Mendes.
Baseada na música de Zeca Baleiro.



quinta-feira, 30 de junho de 2011

Durma, medo meu.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Assim como a lua em plena partida;

Durma na manhã que me acorda;

Durma na saudade que recorda.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Entoe a face de tua larga despedida;

Durma no segundo que amanhece;

Durma na saudade que não esquece.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Assim como a tão larga estreita avenida.

Durma na tristeza que não me abastece.

Durma na alegria que te tece.


Assim como saudade ou uma frase perdida.

Assim como a estrela jamais esquecida;

Durma na ausência que te doeu.

Durma no sentimento que não morreu;

E durma no coração que jamais o esqueceu.


Escrito por: Denise Mendes
Baseada na música do teatro Mágico.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Recriando poetas.

Escrevo cartas para quem não vejo,
o silêncio dos anjos aos quais eu beijo.
Quero encontrar minha alma perdida.

Me faço e desfaço em palavras pequenas.
Ignoraveis formações verbais do que não sinto,
Mas, ao qual acredito piamente.

A mente acha que controla o que escrevo,
Enquanto o que escrevo acredita que controla o tempo
E o tempo acredita controlar-me.

Em um jogo de gato e rato.
Cada rato quer ser o gato e esse não acredita ser fragil
Por estar no topo não vê suas fragilidades.

Minhas palavras recriam e recreiam
Em seu joguete matinal de temores e ilusões,
Meu tempo se esvai em construções de palavras.
Palavras não me controlam mas, me fazem poeta.